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A Saúde Bucal

1.Hipersensibilidade Dentária

Principais causas: retração gengival e abrasão dental associadas à escovação, acúmulo de placa bacteriana e tártaro, à fratura dental do esmalte dentário cervical e à erosão dental por ingestão frequente de alimentos e bebidas ácidas.

A DOR geralmente é transitória.
Geralmente é uma doraguda e rápida.
Sentida ao ingerir estímulos quentes, gelados, ácidos, doces, toques.
Não existe cárie ou contaminação.
Éum desgaste, uma fratura, uma descalcificação.

Prevenção: higiene bucal frequente e correta, fio dental diariamente,visita regular ao dentista, não ingestão exagerada de ácidos, quentes, gelados e doces.
Uma alimentação saudável ajuda a combater a hipersensibilidade dentinária.
Use escova macia e escove os dentes gentilmente, delicadamente.
Acamados e Dependentes geralmente sofrem com a falta de visita regular ao dentista e, também com a falta de higienização correta e de rotina.

Se não souber como fazer pergunte a um dentista
O Cuidador precisa de boa orientação e de muito zelo para consigo e para com o seu paciente.
Se o seu paciente usa prótese removível (aquelas com grampos apoiados nos dentes), pode também ter hipersensibilidade nestes dentes por atrito frequente no local.

Você pode ajudá-lo: retire a prótese, higienize-a corretamente com escova dental e pasta dental, enxague bem. Limpar os dentes antes de recolocar. Nos dentes de apoio passe bastante pasta dental com flúor.

O flúor ajuda a fechar parcialmente a abrasão.
Lembre-se que pacientes que usam muita medicação, precisam limpar a saburra língua (aquela mancha branca da língua), todos os dias com raspador de língua.
E que estes pacientes podem ter Xerostomia (pouca salivação) o que também provoca hipersensibilidade nos dentes.

A boca deve estar sempre lubrificada com a saliva, e quando isto não ocorre aparecem ferimentos em partes moles (gengivas) e sensibilidade aumentada nos dentes.
Tome e dê muita água a seu paciente, para manter a boca e todo o organismo hidratado.
Tome água potável filtrada e sem estar muito gelada.
AMANDA C. MAIA, DENTISTA E VICE-PRESIDENTE DA APC


2.Odontologia para Pacientes Especiais

Uma boca contaminada por bactérias, com doenças do sistema mastigatório, com inflamações nas gengivas e periodontos (comprometendo os ossos), deteriorizam a Saúde como um todo. Pacientes acamados, com dificuldades para se movimentar, que necessitam ajuda para alimentar-se, que usam sondas nasais, estejam em coma, requerem cuidados especiais e de profissionais experientes para cuidarem da sua boca.

Pesquisas demonstram a diferença que existe para melhor, na recuperação de pacientes com sua higiene bucal assegurada e com boas condições de seus dentes.
Uma constante e adequada avaliação deve ser feita para conhecer o estado clinico geral da cavidade bucal e do sistema estomatognático como um todo.

Diante e uma emergência, o profissional precisa reconhecê-la, administrar um procedimento rápido e eficaz e, sustentar a vida do paciente até que o mesmo possa receber cuidados médicos especializados.
Os pacientes especiais precisam de cuidados diferenciados, de acordo com seu estado geral de saúde física e mental. Muitos conseguem desenvolver um cuidado razoável da cavidade bucal só com orientação e estimulo, enquanto outros precisam de ajuda constante para realizar a higienização e limpeza diárias.

O Cuidador será o responsável direto por estas atividades de estimulo e de limpeza diárias com os pacientes; acompanhando e realizando, para isto precisa conhecer os procedimentos básicos. O dentista após a avaliação inicial terá as condições para esta orientação correta aos familiares e responsáveis. Com muito carinho e dedicação poderemos manter o paciente em bom estado de saúde bucal, buscando assim diminuir riscos e contaminações.

O livro Vidas Partilhadas, da autora Regina Valéria de Vasconcellos Lima, de uma maneira direta e eficaz ajuda os Cuidadores na busca por respostas.

3. Qualidade de vida e os dentes
Sabe-se que a qualidade de vida das pessoas está diretamente ligada ao estado de saúde, tanto das articulações como dos órgãos internos, assim como das condições da saúde bucal. Isso é tão mais verdadeiro quando se trata de pessoas com idade acima de 65 anos de idade. Esse grupo etário se queixa que a falta de dentes dificulta a mastigação e, por isso, a alimentação fica também limitada a alimentos líquidos ou semi-sólidos. Outra queixa é a secura na boca ( XEROSTOMIA), que pode estar ligada a inúmeros problemas da área digestiva.

D.Locker e colaboradores, dentistas da Universidade de Toronto, Canadá, estudaram 225 pessoas, com uma média de idade de 83 anos e que viviam em casas de forma não independente e foram submetidos a 2 testes: Geriatric Oral Health Assessment Index (GOHAI) e uma forma abreviada do Oral Health Impact Profile (OHIP-14) - esse último teste avaliava o nível de estresse e satisfação com a vida. Um terço dos entrevistados considerou o nível de saúde bucal médio ou mau e 20% o considerou muito inadequado. Aplicado o GOHAI, 53% relataram problemas sociais e psicológicos devido aos dentes e com o OHIP-14 somente 17% tinham essas condições. Os autores concluem que esses testes medem adequadamente a qualidade de vida ligada a área bucal e mesmo os mais idosos conseguem avaliar corretamente essa deficiência.

Silvio R. C. da Silva e colaboradores, da Odontologia Social, da Faculdade de Odontologia de Araraquara, da Universidade Estadual Paulista, estudam a autopercepção das condições de saúde bucal por idosos. (Rev. Saúde Pública, Agosto 2001, vol.35 no. 4.) Participaram do estudo 201 pessoas, dentadas, com 60 anos ou mais, funcionalmente independentes, que freqüentavam um centro de saúde local. Foi aplicado questionário e o índice Geriatric Oral Health Assessment Index (GOHAI), além de um exame clinico.

O exame clínico revelou grande prevalência das principais doenças bucais, apesar de 42,7% das pessoas avaliarem sua condição bucal como regular.
Os autores concluem que a percepção da saúde bucal teve pouca influência nas condições clínicas, mostrando ser necessário desenvolver ações preventivas e educativas para a população de idosos.
Fonte :: Community Dent Health.

4. A saúde começa pela Boca
"A odontologia tem muito a oferecer à causa de milhões de pessoas com necessidade especiais, em todo o mundo. A qualidade dos cuidados odontológicos contribui não somente para a saúde básica, mas também para o desenvolvimento da própria imagem social que é absolutamente essencial para emergir pessoas com necessidades especiais da eterna opressão, segregação e dependência".
(Justin W. Dart-líder da Força Tarefa em Direitos e Capacitação de Americanos com Deficiência).

A Saúde Oral é essencial para todos os indivíduos. Em relação aos portadores de necessidades especiais prioriza-se, mais do que nunca, o emprego de medidas preventivas, com o intuito de evitar, além de alterações nas funções de mastigação, fonação e deglutição; o aparecimento de patologias orais, que ficarão mais difíceis de serem sanadas.

A DRª Amanda Carvalho Maia é colaboradora da APC na área de Saúde Bucal.

Para qualquer dúvida, sugestão ou orientação mande email para:

colaboradores@aprojetocuidador.org
contato@projetocuidador.org

Boa saúde!



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