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Doenças que causam dependência (Parte 2)

Doenças que causam dependência parcial ou total.


ESCLEROSE MÚLTIPLA

GUIA DO CUIDADOR
DOENÇAS QUE CAUSA DEPENDÊNCIA PARCIAL OU TOTAL

Esclerose múltipla e dor:
A esclerose múltipla é uma doença degenerativa, sem cura, que atinge principalmente os adultos jovens entre 20 e 40 anos de idade.
A incidência é maior em mulheres (na proporção de 3 por 1), na raça branca e em países do Hemisfério Norte. No Hemisfério Sul, a incidência cai acentuadamente para 1 a 5 doentes por 100.000 habitantes, não se sabe o porquê.

Doença auto-imune do grupo da artrite reumatóide. Ainda não se conhece as razões de seu aparecimento. A esclerose múltipla não é letal, mas sua progressão pode acarretar, nos casos graves, em paralisia de membros ou perda da visão.

Manifesta-se em surtos, com sintomas que levam horas ou dias para aparecer, persistindo por dois a quatro meses e desaparecendo gradualmente. A repetição desses surtos é que determina a gravidade de cada caso.

A esclerose múltipla é doença desmielinizante (perde a camada de mielina do sistema nervoso central )de evolução crônica. Ocorre um processo seletivo de inflamação local com desmielinização, envolvendo mecanismos imunologico celular e humoral (Resposta Imune Humoral (RIH) é mediada por anticorpos, que são proteínas gamaglobulinas formadas por (linfócitos B glóbulo branco ).

Como consequência deste processo surgem as alterações no líquido liquor características da doença.
A maioria dos pacientes (85%) inicia o seu quadro clínico com a forma surto-remissão e, em cerca de 10 anos, evoluem para forma clínica crônica progressiva secundária.
A doença predomina na faixa etária de 18-50 anos, sendo uma das doenças neurológicas de maior incapacitação física no adulto jovem.

Os agentes imunossupressivos incluíram a cortisona e o interferon-beta injetável em seu tratamento.
O exame do Liquor tem sido utilizado como apoio ao diagnóstico e demonstrado a origem inflamatória do processo.

Na forma crônica progressiva ocorre constante piora do quadro clínico.
A demonstração de processo auto-imune parece ser menos comum na forma crônica progressiva.
Muitos pacientes com esclerose múltipla (EM) desenvolvem dor numa neuropática central (ou seja uma dor sem a presença do nervo) alem de outras sensações neurológicas.

Toda doença neurológica degenerativa(sem retorno e cura), podem levar os pacientes à dependência total.
O conhecimento e diagnóstico precoce ajudam na programação de uma vida com mais qualidade.

pesquisa feita por: dra Regina Valéria, para o Guia Cuidador.
Fonte :: Eur J Neurol. 2009 Mar;16(3):360

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