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MAL de Parkinson

Todos sabem que o sistema nervoso central é a parte mais nobre do organismo que com passar dos anos sofre de um processo degenerativo,  tanto devido a arterioesclerose ( colesterol depositados nas artérias do cérebro, causando os derrames ) como ao deposito de substancias complexas
 nos neurônios que complicam a memória - os movimentos do corpo que são comandados pelas ordens enviadas do cérebro.

Como isso ocorre com a idade são chamadas de doenças degenerativas.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) as doenças neurológicas, degenerativas como demências (Alzheimer) e a doença de Parkinson, afetam até 1 bilhão de pessoas no mundo todo e a proporção está crescendo com o envelhecimento da população mundial .

As doenças neurológicas incluindo os derrames, o mal de Parkinson e lesões cerebrais - matam cerca de 6,8 milhões de pessoas por ano, o que equivale a 12% de todas as mortes do mundo.

As doenças neurológicas estão atingindo uma proporção significativa nos países com uma porcentagem crescente de população com mais de 65 anos.

O mal de Parkinson, por exemplo, atinge 1% da população mundial acima dessa idade.
Cerca de 50 milhões no mundo sofre de epilepsia( que não é doença degenerativa), a maioria dos epilépticos vivem nos países em desenvolvimento, aonde a enorme maioria não toma regularmente medicamentos para impedir as convulsões.

Pesquisas recentes apontam que o número de pessoas afetadas pelo mal de Parkinson deve dobrar, em 23 anos, nos 16 principais países do mundo, incluindo o Brasil.

A doença, que tem o poder de degenerar o sistema nervoso central, tem maior incidência entre pessoas acima dos 65 anos.

No Brasil, cerca de 400 mil pessoas são portadoras da doença e, de acordo com a OMS - Organização Mundial da Saúde, 1% da população mundial acima de 65 anos sofre desse mal.
Para chamar a atenção do mundo sobre a doença, foi criado o “Dia Mundial do Parkinson” que acontece todo dia 11 de abril.

A Doença de Parkinson, é neuro degenerativa, que causa novimentos repetitivos e não tem cura, e destrói os neurônios produtores de dopamina (neurotransmissor que estimula o sistema nervoso central) no cérebro. O tratamento mais comum é feito à base de medicamentos.

Mas já existem cirurgias neurológicas para tratar o mal de Parkinson, além de distonia (espasmos musculares involuntários que produzem movimentos e posturas anormais), epilepsia, coreia (doença que afeta as capacidades motoras individuais, bem como as capacidades  intelectuais e emocionais), síndrome de Gilles de la Tourette (caracterizada por movimentos musculares repetitivos e arroubos vocais,  repetições da mesma frase inúmeras vezes, sem perceber ) entre outros distúrbios.

O principal distúrbio de movimento tratado cirurgicamente é a doença de Parkinson. A cirurgia é reservada apenas para problemas refratários ao tratamento medicamentoso e visa a modular a atividade anormal de determinados núcleos profundos cerebrais relacionados ao controle do movimento.

O procedimento se resume a métodos avançados de computação gráfica que determinam a precisa localização e implantação de eletrodos que modulam circuitos cerebrais responsáveis pelos sintomas da doença. Essa cirurgia já é realizada rotineiramente no Brasil.

Essa cirurgia é chamada de neurocirurgia funcional M.Poukfar e colaboradores neurocirurgiões indianos investigaram se a simples inserção de eletrodos para a estimulação cerebral profunda do núcleo subtalâmico pode alterar metabolismo cerebral regional, na ausência de estimulação. 


veja www.intramed.uol.com.br
Fonte :: J Neurosurg. 2009 Mar 20

 

Pesquisa feita por: Regina Valéria

 

 

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